Móbile
Posted: quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta Villa
quando amanheci solitária
ao teu lado, fui embora
deixei meus cabelos pretos
amassados na tua lixeira
os fios que não agüentam
permanecer na minha cabeça
como última memória,
comigo ficam os fortes
para pegar os ventos da estrada
Ampulheta
Posted: segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta Villaa vida esfumaça

Decorar ou não decorar, eis ainda a questão para muitos professores...
Posted: sábado, 12 de novembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: reflexões e angústiasOlha, sinceramente, para mim existe uma difereça entre "decorar" e "memorizar", penso que decorar é aquilo que precisamos para resolver uma situação circunstancial, passageira, por exemplo, eu posso decorar o que preciso comprar no mercado hoje, ou decorar um endereço que precisarei chegar amanhã... contudo, se eu decorei essas informações, quando a situação for "superada" eu não me lembrarei mais de todos os iténs que comprei, nem extamente o nome e número da rua onde eu fui. Agora, memorizar, é quando determinadas informações (situações) fazem parte do meo repertório comum (cotidiano), pois se inserem em minha realidade, por exemplo, eu tenho memorizado o endereço da escola onde trabalho, e também sei que se for ao mercado amanhã, independente de outras coisas, devo comprar leite, iorgute, frutas e suco de caixinha, pois são elementos que compõe a minha rotina... enfim.. É por isso que sempre penso no aprendizado do aluno como um processo, que necessariamente não precisa ser imediato, pois é somente a intimidade com determinados conceitos e aplicações é que leva ao aprendizado que tenho como meta, que está muito mais ligado à "memorização" (ou seja, compreensão e apreensão do saber) do que à mera "decoreba". Se o aluno decorar toda a minha matéria é bem possível que daqui há dois anos ele não saiba mais nada, e devo ficar feliz se ele se lembrar do meu nome, e muito feliz se ainda for capaz de associá-lo à minha disciplina.
assembléia de estudantes na USP, 08 de novembro de 2011
Posted: quarta-feira, 9 de novembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: reflexões e angústiasUm pouquinho do clima da assembléia dos estudantes na FFLCH/ USP... na noite após a madrugada em que a polícia prendeu os setenta...
Entrevista com a professora Roberta
Posted: segunda-feira, 31 de outubro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: reflexões e angústiasEste vídeo mostra a agradável experiência que eu tive, a convite do meu colega - professor Éliton, que dá aulas de português na escola onde eu trabalho - de ceder entrevistas às turmas das quintas séries sobre a publicação do meu livro. Bem, o objetivo deste vídeo é mostrar um pouco do trabalho com os alunos, dos Bastidores dessa atividade... a entrevista "oficial" mesmo, nós ainda vamos editar.
Deveres
Posted: domingo, 18 de setembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta VillaÉ preciso pagar o pato;

a tardinha
Posted: quarta-feira, 7 de setembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta Villa
Desaprender é aprender a aprender
é permitir-se rever, reinventar-se
paciente artesanato
todo dia
Aprender todo dia é renegar-se
é ser e nunca completar-se
é uma existência inconstante
todo dia
A ignorância me vem a tardinha
me incomoda, me enfrenta
uma praga comezinha
insistente
desmente meus dogmas
se inflama
confronta os axiomas
A ignorância consome: fogo
no galho seco do pensamento
efêmero, e o eterno
turvo d` água
- oceano indecifrável
Ah, que boa estratégia de vida
revelam-me os de espírito mediano
optar pela via
das certezas.
Fabiano Fernandes Garcez: Notícias
Posted: terça-feira, 30 de agosto de 2011 by Fabiano Fernandes Garcez inFabiano Fernandes Garcez: Notícias: Entrevista com o professor e porta Fabiano Fernandes Garcez Jornal Comunicação Regional publica crônica de Fabiano Fernandes Garcez...
a língua
Posted: domingo, 28 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta Villaválvula do grito
em mim pulsa e vibra
motivos ancestrais
pretensiosa lascívia
em mim e pulsa e vibra
o resultado de nossa língua
emaranhada e uníssona
em mim pulsa e vibra
sinuosa víbora
enfeitiçada, tremida.
Como se fosse o próprio ato
carnificando o que era oco
tocando o indizível
imagético, sensitivo
em mim pulsa e vibra
pelo chocalho da língua
opressão e orgasmo
lexicais convenções
tramadas entre nós
em mim pulsa e vibra
aquilo que eu sinto
meticulosas contorções
das combinações
das línguas.
Bicho da Seda - um poema de Geni Guimarães
Posted: terça-feira, 23 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: reflexões e angústiasNascia
tomei do alfabeto, os símbolos
ao bicho da seda
Posted: segunda-feira, 22 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta Villada folhagem amoreira
teu tecido: nossas vestes
é densidade suave.
Acolhemos as larvas,
ora façamos casulo
- lírica consciência -
tangendo de luz as colheitas.
Eis, no meio do caminho
te encontro pequenino:
Bicho da seda e gente
tome, pegue tua parte
desafinada de pedra
e bate que bate cinzentos
limos dos tempos
liames de nós mesmos
e de lira reverbera.
Afiado atabaque bate
tece o poema sem pressa
dissolve as amarras, esteta:
Bicho da sedosa esfera
Mama tua mãe e espreita
na fonte, mama tua mãe
fértil e fluída senhora
e assim como tu,
poeta e teta, mamo
minha mãe - a fonte plena,
ciranda selvagem pura
e perene - bate que bate
teu fôlego vivo emana:
Bicho de seda nua
se é santa ou serena
se é sádica, virgem
já não se sabe
só sei que nasceu um belo dia
emoção forte, vertigem
necessária e extrema
dissonante atabaque
bate, bate que bate
mama na fonte, explode:
Bicho da sede incessante.
O alucinado tempo da sala de aula
Posted: by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: reflexões e angústias
Caro Ofício
Posted: quarta-feira, 17 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta VillaEqualizar
o aquém
e o além
Conviver
com eros
e thanatos
Redimir
o inespressivel, o inexpressivo
a ilegível grafia
Adentrar sem pavor
aos agudissímos gritos
e o mais grave silêncio
Subverter o glamur
de uma liberdade impotente
- rédea e ferradura -
Enfrentar com humor
a certeza
e o enigma
Descobrir
ao outro
e a si
Aprender
a ensinar
e aprender
Ensinar
a aprender e ensinar
e aprender
Sarau da Cooperifa: Paulo Vieira recita Drummond
Posted: quinta-feira, 30 de junho de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: reflexões e angústiasMeu colega do curso de pós na USP: Paulo Vieira, grande poeta, paraense, recitando Drummond no SARAU DA COOPERIFA (15/06/11). Muito bom!

