Móbile

Posted: quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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quando amanheci solitária
ao teu lado, fui embora
deixei meus cabelos pretos
amassados na tua lixeira
os fios que não agüentam
permanecer na minha cabeça
como última memória,
comigo ficam os fortes
para pegar os ventos da estrada


resta mais nada
a cicatriz que fiz no teu corpo
santo, já já se cura
e novamente imaculado
volte a ser reverendo
 já tomei de teu pão
então ávida, alimentada
volto a ser entidade
que ebole e evapora

Sou apenas um móbile
me disse dissimulado
-que vida tão aguda-
"um móbile no furacão".
A estrada é para frente
tanta afetação, fragilidade
não adianta ter cuidado
desprenda-se, vem logo
outra curva surpreendente.

Ampulheta

Posted: segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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a vida se derrama
e teu corpo maré cheia

a vida é só areia
e meu corpo ampulheta

a vida é cera e queima
e teu corpo a própria vela

a vida esfumaça
e meu corpo se centelha
a vida se derrama

e teu corpo maré cheia


Decorar ou não decorar, eis ainda a questão para muitos professores...

Posted: sábado, 12 de novembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Olha, sinceramente, para mim existe uma difereça entre "decorar" e "memorizar", penso que decorar é aquilo que precisamos para resolver uma situação circunstancial, passageira, por exemplo, eu posso decorar o que preciso comprar no mercado hoje, ou decorar um endereço que precisarei chegar amanhã... contudo, se eu decorei essas informações, quando a situação for "superada" eu não me lembrarei mais de todos os iténs que comprei, nem extamente o nome e número da rua onde eu fui. Agora, memorizar, é quando determinadas informações (situações) fazem parte do meo repertório comum (cotidiano), pois se inserem em minha realidade, por exemplo, eu tenho memorizado o endereço da escola onde trabalho, e também sei que se for ao mercado amanhã, independente de outras coisas, devo comprar leite, iorgute, frutas e suco de caixinha, pois são elementos que compõe a minha rotina... enfim.. É por isso que sempre penso no aprendizado do aluno como um processo, que necessariamente não precisa ser imediato, pois é somente a intimidade com determinados conceitos e aplicações é que leva ao aprendizado que tenho como meta, que está muito mais ligado à "memorização" (ou seja, compreensão e apreensão do saber) do que à mera "decoreba". Se o aluno decorar toda a minha matéria é bem possível que daqui há dois anos ele não saiba mais nada, e devo ficar feliz se ele se lembrar do meu nome, e muito feliz se ainda for capaz de associá-lo à minha disciplina.

assembléia de estudantes na USP, 08 de novembro de 2011

Posted: quarta-feira, 9 de novembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Um pouquinho do clima da assembléia dos estudantes na FFLCH/ USP... na noite após a madrugada em que a polícia prendeu os setenta...

Entrevista com a professora Roberta

Posted: segunda-feira, 31 de outubro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Este vídeo mostra a agradável experiência que eu tive, a convite do meu colega - professor Éliton, que dá aulas de português na escola onde eu trabalho - de ceder entrevistas às turmas das quintas séries sobre a publicação do meu livro. Bem, o objetivo deste vídeo é mostrar um pouco do trabalho com os alunos, dos Bastidores dessa atividade... a entrevista "oficial" mesmo, nós ainda vamos editar.

Deveres

Posted: domingo, 18 de setembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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É preciso pagar o pato;

É preciso dispensar o tempo;
É preciso libertar os planos;
É preciso escrachar os medos;


É preciso calar ruídos;


É preciso gritar por dentro;
É preciso amar de fato;
É preciso penetrar si mesmo.

a tardinha

Posted: quarta-feira, 7 de setembro de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Desaprender é aprender a aprender
é permitir-se rever, reinventar-se
paciente artesanato
todo dia

Aprender todo dia é renegar-se
é ser e nunca completar-se
é uma existência inconstante
todo dia
A ignorância me vem a tardinha
me incomoda, me enfrenta
uma praga comezinha
insistente
desmente meus dogmas
se inflama
confronta os axiomas

A ignorância consome: fogo
no galho seco do pensamento

torto, toma conta dos meus atos,
do meu corpo, E eu fico neste porto
entre o arenoso branco
efêmero, e o eterno
turvo d` água
- oceano indecifrável

Ah, que boa estratégia de vida
revelam-me os de espírito mediano
optar pela via
das certezas.

Fabiano Fernandes Garcez: Notícias

Posted: terça-feira, 30 de agosto de 2011 by Fabiano Fernandes Garcez in
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Fabiano Fernandes Garcez: Notícias: Entrevista com o professor e porta Fabiano Fernandes Garcez Jornal Comunicação Regional publica crônica de Fabiano Fernandes Garcez...

a língua

Posted: domingo, 28 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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A língua

válvula do grito

em mim pulsa e vibra

motivos ancestrais

pretensiosa lascívia

em mim e pulsa e vibra

o resultado de nossa língua

emaranhada e uníssona

em mim pulsa e vibra

sinuosa víbora

enfeitiçada, tremida.

Como se fosse o próprio ato

carnificando o que era oco

tocando o indizível

imagético, sensitivo

em mim pulsa e vibra

pelo chocalho da língua

opressão e orgasmo

lexicais convenções

tramadas entre nós

em mim pulsa e vibra

aquilo que eu sinto

meticulosas contorções

das combinações

das línguas.

Bicho da Seda - um poema de Geni Guimarães

Posted: terça-feira, 23 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Nascia

Um belo dia,
emoção forte me causou vertigem,
mamei minha mãe na fonte
de leite fiz um verso virgem.

Dos rios mastiguei os córregos
dos sóis sorvi dourados bicos
tomei do alfabeto, os símbolos
com eles fiz um verso rico.

Mas, da primeira cobra
armada em botes,
aprendi as contorções molengas
tomei da angustia, vida fluída
ri um verso duro, capenga.

Sou hoje colheita descoberta
dos amores de auroras nas fazendas,
extração dos capitães de mato
e dos de Areia do Jorge.

Explico então:

o poeta é um bicho de seda...
que explode

ao bicho da seda

Posted: segunda-feira, 22 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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da folhagem amoreira
teu tecido: nossas vestes
é densidade suave.
Acolhemos as larvas,
ora façamos casulo
- lírica consciência -
tangendo de luz as colheitas.
Eis, no meio do caminho
te encontro pequenino:
Bicho da seda e gente



tome, pegue tua parte
desafinada de pedra
e bate que bate cinzentos
limos dos tempos
liames de nós mesmos
e de lira reverbera.
Afiado atabaque bate
tece o poema sem pressa
dissolve as amarras, esteta:
Bicho da sedosa esfera


Mama tua mãe e espreita
na fonte, mama tua mãe
fértil e fluída senhora
e assim como tu,
poeta e teta, mamo
minha mãe - a fonte plena,
ciranda selvagem pura
e perene - bate que bate
teu fôlego vivo emana:
Bicho de seda nua


se é santa ou serena
se é sádica, virgem
já não se sabe
só sei que nasceu um belo dia
emoção forte, vertigem
necessária e extrema
dissonante atabaque
bate, bate que bate
mama na fonte, explode:
Bicho da sede incessante.

O alucinado tempo da sala de aula

Posted: by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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A questão do tempo é algo que deve ser pensado, analisado e otimizado na prática docente, pois é crucial a sua boa administração para um bom desempenho do professor, em seu planejamento de aulas, que possa se repercutir num desempenho positivo dos alunos. No entanto, lidar com o tempo não é tarefa fácil, exige um esforço contínuo de superação, ainda mais se pensarmos na dinâmica tensa do dia à dia escolar, principalmente ao lidar com o Ensino Médio e Fundamental II, onde tudo deve ocorrer muito rápido, o mais rápido possível, antes que bata o sinal de "troca de aulas" e os alunos simplesmete desapareçam, deixando o professor com aquele sentimento angustiante de "não consegui concluir". Chega ser alucinante este esvaziar e encher das salas de aulas a cada TREEEEEEEEEEEEMMMMMMMM do sinal. Ainda mais ambígua parece ser a tentativa de converter o tempo cronos da sala de aula em tempo cairós, as vezes a aula acontece, capta os alunos, arrebata-os e quando caminhamos para discussões mais complexas, TREEEEEEEEMMMMMMM, o sinal bate e acaba com o encantamento que, os alunos não sabem, mas nós levamos um bom tempo para preparar.
Bem, é fato que o número de "horas atividade" somado ao número de alunos por sala, somado à quantidade de aulas que o professor deve lecionar para ganhar tal salário não são pontos favoráveis à atividade docente, entretanto, acima das dificuldades nós, professores, enquanto profissionais devemos manter a ética com nossos alunos e com nossa tarefa de educar, o que significa agir com seriedade e comprometimento. Deixar de cumprir efetivamente nossas atribuições porquê "não deu tempo", além de prejudicar os alunos prejudica à nós mesmos, fragiliza nossa postura e autoridade na sala de aula - uma vez que os alunos facilmente precebem quando o professor apenas "improvisa" - e então, dificulta a nossa prática.
Enfim, administrar tempo, dentro e fora da sala de aula (ou seja, desde a preparação até a "execução" da aula, ter previmente pensado sobre duração de cada atividade, etc.) é essencial na vida de um professor. Sobretudo, é importante não deixar os alunos "ociosos", saber lidar com o cronometrado tempo de aula de modo à potencializá-lo e não, ingenuamente, negligenciá-lo.

(Roberta Villa)

Caro Ofício

Posted: quarta-feira, 17 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Equalizar

o aquém

e o além

Conviver

com eros

e thanatos

Redimir

o inespressivel, o inexpressivo

a ilegível grafia

Adentrar sem pavor

aos agudissímos gritos

e o mais grave silêncio

Subverter o glamur

de uma liberdade impotente

- rédea e ferradura -

Enfrentar com humor

a certeza

e o enigma

Descobrir

ao outro

e a si

Aprender

a ensinar

e aprender

Ensinar

a aprender e ensinar

e aprender

Sarau da Cooperifa: Paulo Vieira recita Drummond

Posted: quinta-feira, 30 de junho de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Meu colega do curso de pós na USP: Paulo Vieira, grande poeta, paraense, recitando Drummond no SARAU DA COOPERIFA (15/06/11). Muito bom!

Sussurro

Posted: domingo, 5 de junho de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Teu corpo é signo:

matéria e essência

linguagem e enigma

- potência nua encoberta

de imagem e sentido



Tua pele contém

todas as letras

que vão e que vem

abstratas, precisas

na tensão do teu ritmo



Teu cheiro:

todas as cifras

intangíveis

poema translúcido

perfeito, inefável


- teu corpo é signo.


(Roberta Villa)

Agência

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Aonde está esta agência

de agenciar o sentido das coisas

de localizar, analisar os sintagmas

de melindrar, apaziguar os perplexos

de naufragar, apoquentar as centelhas

de otimizar, agraciar o sem nexo

de pulsar, arrombar as artérias

Onde está este aonde?

aonde, onde, aonde?

(Roberta Villa)

Comentário sobre a leitura de “O Arco e a Lira” Octavio Paz

Posted: quarta-feira, 1 de junho de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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“Não sem justificado assombro as criançasdescobrem um dia que um quilo de pedras pesa o mesmo que um quilo de plumas...” (p. 121)


A fronteira ente a prosa e a poesia torna-se mais tênue após o modernismo, que alargou e problematizou as normatizações das formas estendendo as vias da prosa e do verso, possibilitando e provocando novas possibilidades de enxergar e interpretar o poético. Em “O Arco e a Lira” Octavio Paz discute esta questão - analisa mais detidamente o cenário da literatura espanhola, porém - apresentando ao leitor aspectos que consistem uma tendência geral da literatura moderna. “Na Espanha a ruptura com a poesia anterior é menos violenta. O primeiro a realizar a fusão entre linguagem falada e imagem não é um poeta em verso, mas em prosa: o grande Ramón Gómez de La Sernap” (p.115). A partir deste dado, Paz exemplifica e conclui: “A poesia moderna de nossa língua é mais um exemplo das relações entre prosa e verso, ritmo e metro” (p. 117)

Ao pensar a relação verso e prosa, Paz nos propõe uma reflexão genealógica sobre a linguagem e sua relação intrínseca com o ritmo, e desta forma, afirma que o ritmo não é exclusividade da poesia, pois na prosa, assim como em toda linguagem verbal, há ritmo. Contudo, o ritmo da poesia se apresenta de modo singular porque está articulado ao essencial de sua significação: a imagem. O argumento central, que “ritmo e imagem são inseparáveis” (p. 118) na construção do poema, dirige e fortalece uma profunda discussão acerca da potência da imagem diante dos limites da linguagem verbal. “O valor das palavras reside no sentido que ocultam. Ora, esse sentido não é senão um esforço para alcançar algo que não se pode realmente ser alcançado pelas palavras” (p. 128). Como diria Drummond, “sob a pele do poema há cifras e códigos”, com a leitura de Octavio Paz podemos compreender que essencialmente estas “cifras e códigos” do poema, de modo peculiar à prosa, são a articulação minuciosa entre ritmo e imagem.

Logo, a imagem é compreendida como mecanismo capaz de abrigar em si contradições, realidades distanciadas, apresentando-nos uma espécie de mosaico-caledoscópio de sentidos, sem a necessidade de racionalizar uma síntese entre os opostos: tomar dois elementos distintos para converte-los num terceiro. “Até para a dialética a potência da imagem resulta num desafio enigmático (...) a imagem é uma frase em que a pluralidade de significados não desaparece” p.130). Portanto, o autor afirma: “o sentido da imagem é a própria imagem (...) nada pode dizer o que (ela) quer dizer”, por conseguinte, “sentido e imagem são a mesma coisa”. A imagem é um choque de sentidos imaculados e potencializadores, capaz de conjugar instantaneamente o ambíguo e o paradoxal, como no caso do pesado leve de “um quilo de pedras” ou do leve pesar de “um quilo de plumas”. Independente do “quilo” a imagem da pedra é em si dureza e rigidez, enquanto as plumas não deixam de ser maciez e delicadeza; por este motivo a lógica científica, racional, pragmática não pertence à ordem da poesia. Estabelecendo esta argumentação, Paz busca provar o quanto “um poema não tem mais sentido que suas imagens” (p. 133) e assim como o sentido da imagem é a própria imagem, “o sentido do poema é o próprio poema” (p. 134), o que lhe garante uma autonomia de expressividade; conferindo, deste, modo legitimidade à idéia de que todo poema é auto-referencial, uma certa forma de metalinguagem. Se comparados lado à lado, poderia se falar numa esfera intra-referencial que circunda o poema e numa esfera “extra-referencial” da prosa, relacionada à engrenagem sistemática, coesa, conceitual que faz parte do processo de escrita e leitura do texto em prosa.

Não obstante é importante destacar que “a realidade poética da imagem não pode aspirar à verdade. O poema não diz o que é e sim o que poderia ser. Seu reino não é o do ser, mas o do “impossível verossímil” de Aristóteles” (p. 120 – 121). Discussão extensa e antiga, já anunciada no livro X de “A República”, de Platão, o qual evidencia o quanto ao poeta resta trabalhar com a incompletude de um “terceiro nível de mimeses”, não por menos, o dilema da representação é mote central do fazer poético. A tensão da palavra poética parece ser justamente sua sina em buscar traduzir-nos a pluralidade e ambigüidade da experiência do real, ainda que tenha consciência do impossível de fazê-lo. Essencialmente ritmo e imagem o poema é linguagem transgressora, pois ultrapassa as fronteiras da própria palavra: “o poema é a linguagem em tensão: em extremo de ser e em ser até o extremo” (p. 135); todavia, “o dizer poético diz o indizível” (p. 136). Magistral simbiose de ritmo e imagem, no poema se “penetra surdamente no reino das palavras”; o poeta não descreve, não representa, ele apresenta: “recria, revive nossa experiência do real” (p. 132). Poesia, reino onde nomear é ser. A imagem diz o indizível: as plumas leves são pedras pesadas. Há que retornar à linguagem para ver como a linguagem pode dizer o que, por natureza, a linguagem parece incapaz de dizer” (p. 129).

Sobretudo, Octavio Paz confronta o conceito formalista de medida silábica que muito simplificadamente regulava a distância entre a prosa e o poema, refutando-o pela idéia de que a unidade rítmica é o núcleo do verso, ou seja, a composição do texto poético pauta-se na cadência e fluência do ritmo articulado às imagens produzidas, e não apenas na contagem das sílabas. Eis porque o autor esclarece que o método de associação poética dos modernistas é a sinestesia. “Correspondência entre música e cores, ritmo e idéias, mundo de sensações que rimam com realidades invisíveis” (p. 112).


Roberta Villa

As várias artes poéticas contemporâneas

Posted: segunda-feira, 18 de abril de 2011 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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http://www.revistazunai.com/ensaios/fabiano_fernandes_garcez_variasartespoeticas.htm



Discorrer sobre a produção poética contemporânea não é uma tarefa fácil. Dessa maneira, discorrer sobre a produção poética contemporânea, sem incorrer em erro, de qualquer espécie, é uma tarefa árdua.
É quase impossível tentar “mapear” a poética contemporânea. Primeiro, devido ao grande número de poetas brasileiros, que, sobretudo após a internet, torna, a cada dia, a tarefa mais difícil; no entanto, alguns poetas ganham destaque nos meios de comunicação, na crítica ou na própria internet. Segundo, porque é extremamente difícil fazer uma análise de qualquer estrato do tempo em que estamos inseridos.
Neste texto, tentarei apresentar os diversos tipos de poéticas existentes, mas não citarei nenhum poeta como representante, porque cada um carrega uma enorme palheta de diferentes influências, pois não é o objetivo do texto criar rótulos literários para a poesia contemporânea. Assim, prefiro fazer uma breve análise das várias tendências poéticas ou, como gostam alguns críticos, famílias poéticas, uma vez que essa separação, ou aglutinação de poeticidades, pode ser, no mínimo, enganosa, pois são raros os poetas que se mantêm em apenas um estilo de texto.
Com isso, sem muitas idas e vindas, chamaremos de contemporânea toda a produção de poetas que publicaram após os anos de 1945 do século passado. Dessa forma, antes de apresentar esses estilos ou famílias poéticas, vejamos algumas definições do mais cultuado e conceituado crítico brasileiro, Antonio Cândido, que, em seu livro O estudo analítico do poema, define o emprego da palavra como imagem ou símbolo.
A base de toda imagem, metáfora, alegoria ou símbolo é a analogia, isto é, a semelhança entre coisas diferentes. E aqui encontramos, no plano dos significados, um problema que já encontráramos no plano das sonoridades como sinestesia: o da correspondência. Com base na possibilidade de estabelecer analogias o poeta cria a sua linguagem, oscilando entre a afirmação direta e o símbolo hermético. Raramente o poema é feito apenas com um ou outro destes ingredientes polares, e na sequência dos versos somos capazes de notar a gradação que os separa. Muitas vezes, o elemento simbólico não está na peculiaridade das palavras, ou na sequência de imagens, mas no efeito final do poema tomado em bloco. E em tudo observamos a capacidade peculiar de sentir e manipular palavras. (Cândido, 1993).

Assim, tendo como base a figuração das palavras, Antonio Cândido aponta três tipos de poemas. Para o primeiro tipo, o poeta usa todas as palavras em seu sentido próprio, mas a combinação dessas palavras cria um conceito figurado.
Pode, mesmo, dar-se o caso de o poeta não usar uma só palavra figurada, mas combinar de tal modo as palavras em sentido próprio, que elas se ordenam como um conceito figurado, uma realidade diversa do que as palavras exprimem em sentido próprio. [...] O sentido geral do poema é figurado, talvez um símbolo, enquanto o sentido de cada palavra é próprio. (Cândido, 1993).


O segundo tipo, é o que traz a maioria das palavras em sentido figurado, sendo usadas como imagens ou símbolos. Entretanto, mesmo as que estão em seu sentido próprio ganham valor de imagens simbólicas. Assim, todos esses símbolos são partes de um todo no poema.
Outro caso é o dos poemas em que praticamente todas as palavras são figuradas, embora umas se apresentem como tais, outras não. São usadas de modo que, mesmo sem parecerem imagens, sofrem uma alteração de significado, que vai resultar na alteração geral mencionada nos casos anteriores. […] Os demais apresentam realidades não figuradas, mas próprias. No entanto, a direção de mistério que orienta o poema faz com que cada palavra pareça figurada. O sentido figurado geral já esta prefigurado nestas palavras usadas como imagens sem o serem propriamente, pois todas são provavelmente símbolos. (Cândido, 1993).


Logo, Cândido define a alegoria desta maneira:
[...] alegoria, isto é, num tipo de linguagem figurada que, por meio da sequência das imagens, ou dos conceitos, resulta numa distorção geral do sentido. (Cândido, 1993).


Além desses dois tipos de poemas, Antonio Cândido chama a atenção para um terceiro: aquele que traz em cada palavra, ou verso, um sentido figurado, mas o poema, como um todo, é claro e explícito.
[...] temos um processo comum na poesia, que consiste em organizar logicamente, racionalmente, um pensamento poético que em si é ilógico, pois está baseado na alteração dos significados normais das palavras. Resulta ao mesmo tempo, no fim do poema, um sentido geral claro e expressivo, e um sentido figurado em cada parte, ambos colaborando para o efeito poético total. (Cândido, 1993).

Dessa maneira, nem é apenas de metáforas que se faz um poema. Com isso, Ezra Pound (1934-1972) indica três procedimentos básicos para sua criação:
1)      Melopeia: musicalidade dos versos a partir dos recursos sonoros e fonéticos, como o ritmo do poema, a aliteração, assonância, entre outros;
2)      Fanopeia: a criação de imagens por meio das palavras dos versos; é o apelo à imaginação visual do leitor;
3)      Logopoeia: é a criação da mensagem do poema; recursos linguísticos intelectuais ou emocionais.
Portanto, para a produção poética requer-se a manipulação da linguagem, e é por meio de recursos linguísticos do significante (palavra) e do significado (ideia) que o poeta cria, ou recria, o seu mundo, dialogando com ele. Assim, Décio Pignatari afirma que o poema é um ser de linguagem.
O poema é um ser de linguagem. O poeta faz linguagem, fazendo poema. Está sempre criando e recriando a linguagem. Vale dizer: está sempre criando o mundo. Para ele, a linguagem é um ser vivo, O poeta é radical (do latim, radix, radicis = raiz): ele trabalha as raízes da linguagem. Com isso, o mundo da linguagem e a linguagem do mundo ganham troncos, ramos, flores e frutos. É por isso que um poema parece falar de tudo e de nada, ao mesmo tempo. É por isso que um (bom) poema não se esgota: ele cria modelos de sensibilidade. É por isso que um poema, sendo um ser concreto de linguagem, parece o mais abstrato dos seres. É por isso que um poema é criação pura — por mais impura que seja. É como uma pessoa, ou como a vida: por melhor que você a explique, a explicação nunca pode substituí-la. É como uma pessoa que diz sempre que quer ser compreendida. Mas o que ela quer mesmo é ser amada. (Pignatari, 2004).

Entretanto, esse diálogo nem sempre é harmônico. Sobre isso, Roman Jakobson afirma:
A poesia vive em conflito com o tempo e o pensamento e manifesta essa tensão na linguagem, construção estética que dialoga com a história, pessoal e coletiva, ao mesmo tempo em que afirma sua própria identidade como artefato artístico [...] (Toledo, 1971).

Dessa forma, é essa construção estética que interessa ao nosso estudo. Se a poesia vive em conflito com tempo e o pensamento, como afirma Jakobson, de que forma a poesia brasileira sobrevive em uma sociedade capitalista de consumo? Sociedade esta que torna o homem anônimo, mais um em uma grande massa de manobra do sistema de capital. E esse homem está sem voz. A poesia tenta restaurar, nesse homem, a sua individualidade. Talvez seja por isso o visível aumento das publicações de poesia, por pequenas ou médias editoras; edições financiadas pelo próprio autor; suplementos; periódicos; e até mesmo publicações em vários formatos nos meios virtuais.
Sobre essa produção poética contemporânea, o crítico Manuel da Costa Pinto afirma haver duas vertentes:
Existem duas ideias sobre a poesia brasileira que são consensuais, a ponto de terem virado lugares-comuns. A primeira diz que um de seus traços dominantes é o diálogo cerrado com a tradição. Mas não qualquer tradição. O marco zero, por assim dizer, seria a poesia que emergiu com a Semana de Arte Moderna de 22. A segunda ideia, decorrente da primeira, é que essa linhagem modernista se bifurca em dois eixos principais: uma vertente mais lírica, subjetiva, articulada em torno de Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade; e outra mais objetiva, experimental, formalista, representada por Oswald de Andrade, João Cabral de Melo Neto e a poesia concreta. (Pinto, 2004).

O jornalista e poeta Rodrigo Garcia Lopes, em seu artigo “Muito além da academídia: Poesia brasileira hoje”, publicado na revista Coyote, fez severas críticas aos critérios adotados por Manuel da Costa Pinto:
A presença de uma palavra como "consenso", logo na segunda linha de um livro que promete mostrar "a diversidade da nossa história poética e ficcional" (p. 10) é no mínimo perigosa. Como vimos com Noam Chomsky, o conceito de consenso, nas sociedades democráticas, é manufaturado, escamoteado, quase sempre para favorecer instituições (fundações, universidades, imprensa, academias, editoras) e os interesses dos grupos dominantes e hegemônicos da sociedade. A fabricação desse consenso se dá todos os dias, e a mídia é quem cuida disso, através de fórmulas prontas e muitas vezes subliminares. É a lógica do mercado interferindo na mente dos cidadãos. Ideias não são consensuais. São um campo de batalha. A poesia não pode ser consensual, pois sua prática, idealmente, é ser não conformista. (Lopes, 2005).

Mais adiante, o doutor em literatura, Fábio Cavalcante de Andrade, estabelece quatro tendências:
1. Poesia Marginal, surgida como resposta direta ao clima opressivo do regime militar, buscando espontaneidade e o retratismo do cotidiano político;
2. Poesia Visual, herdeira e continuadora de determinados procedimentos do concretismo, bem como de outras vanguardas;
3. Poesia de Renovação das formas tradicionais e do cotidiano, indicando obliquamente uma forte presença de poéticas como as de Drummond e Manuel Bandeira, mas onde também se pode encontrar certo classicismo;
4. Poesia Hermética, acrescentando ao cânone brasileiro uma série de poetas difíceis, obscuros, apresentando ainda grande parentesco com valores da alta modernidade. (Andrade, 2008).

Portanto, é sobre essas quatro tendências que tentarei discorrer, mesmo sabendo que toda e qualquer classificação é arbitrária e provisória, porém necessária para uma tentativa de mapear as várias linhas ou estilos da poética contemporânea.

Poesia Marginal
A poética denominada Marginal, também conhecida como geração mimeógrafo, nasceu nas décadas de 1970 e 1980, anos da ditadura militar. É uma poética engajada, rebelde e revolucionária, sem preocupações estéticas e de acentuada informalidade. Essa poética também é marcada pelos recortes do cotidiano. Heloísa Buarque de Hollanda, na antologia Esses Poetas, primeiro registro dessa poética, acaba inserindo a poética surrealista paulistana pautada pelo registro espontâneo às experiências com a escrita automática. Os poetas marginais participavam de todo o processo do livro, da criação, manufatura e venda. A este respeito, no prefácio da coletânea da segunda edição, Heloísa escreve:

Frente ao bloqueio sistemático das editoras, um circuito paralelo de produção e distribuição independente vai se formando e conquistando um público jovem que não se confunde com o antigo leitor de poesia. Planejadas ou realizadas em colaboração direta com o autor, as edições apresentam uma face charmosa, afetiva e, portanto, particularmente funcional. Por outro lado, a participação do autor nas diversas etapas da produção e distribuição do livro determina, sem dúvida, um produto gráfico integrado, de imagem pessoalizada, o que sugere e ativa uma situação mais próxima do diálogo do que a oferecida comumente na relação de compra e venda, tal como se realiza no âmbito editorial. A esse propósito, convém lembrar a tão frequente presença do autor no ato da venda o que de certa forma recupera para a literatura o sentido de relação humana. (Hollanda, 1998).

Poesia Visual
Essa poética é herdeira da vanguarda concretista, mais principalmente do poeta francês Mallarmé, e próxima das artes plásticas e dos meios tecnológicos. Faz a união entre a cultura pop, de massa, com a publicidade, a música, sobretudo o videoclipe. Poética que utiliza a escrita como elementos gráficos, além de outros recursos visuais, como as colagens, os grafismos e os diferentes alfabetos. Segundo o crítico e poeta Claudio Daniel, em seu artigo, “Pensando a Poesia Brasileira em Cinco Atos”, publicado na revista paranaense Coyote, é uma linguagem de futuro promissor, devido ao avanço tecnológico.
É possível supor que, dentro de uma ou duas décadas, as novas gerações possam unir o conhecimento dos livros com o manejo tecnológico, tendo condições ideais para desenvolverem poemas interativos, aprofundando as propostas das vanguardas históricas. Será essa, porém, a única via para a experimentação poética? Ou é possível prosseguir com o ideal de invenção no poema-texto? (Daniel, 2005).

Poesia de Renovação das formas tradicionais e do cotidiano
Conforme descrito por Manuel da Costa Pinto, essa poesia está ligada ao cânone modernista, principalmente a dupla Bandeira e Drummond; é de uma vertente mais lírica e subjetiva da experiência da vida comum e cotidiana, também marcada por uma forte intertextualidade, e apresenta várias formas: a fixa (sonetos, odes etc.) ou a livre. É conhecida por geração 60, mesmo que alguns de seus representantes tenham publicado antes ou depois. Sobre essa vertente, Fábio Cavalcante afirma:
Na geração de 60 é possível reconhecê-los, aqueles que cultivaram o lirismo, através de formas fixas ou livres, ressaltando ou ocultando o sujeito lírico, e mantendo a experiência humana como fonte fundamental de suas inquietações e órbita incontornável do poema. Do ponto de vista técnico, apresentam diversidade e facilidade de locomoção entre registros formais diferentes. Do soneto a uma canção, dos versos livres à criação de novas formas fixas. Em todos, porém, sente-se a proximidade de uma experiência vital de vida, que não desaparece no formalismo de vanguarda nem na facilidade da expressão espontânea. Nem o fetiche da inovação nem a suposta liberdade do engajamento. São poetas responsáveis pela manutenção, ao longo de três décadas, do terreno literário, protegendo-o contra a infertilidade na qual muitos marginais caíram, e contra as experiências malogradas da vanguarda mais radical. (Andrade, 2008).


Poesia Hermética
Essa poética é chamada de hermética por apresentar uma linguagem elaborada, sem articulação léxica, por vezes obscura ou enigmática. Com isso, Fábio Cavalcante afirma:
O Hermetismo poético é senão a principal, uma das principais formas da expressividade moderna, uma espécie de platonismo às avessas: quanto mais distante do retratismo, da mera cópia da realidade, mais verdadeiro aos olhos dos poetas. (Andrade, 2008).


Essa poética ganha força a partir dos anos 1990. É herdeira de várias fases do Modernismo, principalmente das mais radicais e experimentais, como a poesia concreta; dos poetas João Cabral de Melo Neto e Murilo Mendes; dos poetas marginais; e também das culturas primitivas, orientais, bem como da cultura pop. Claudio Daniel, em seu artigo “Uma escritura na zona de sombra”, afirma:
A diversidade de linhas de pesquisa e processos de criação, signo dinâmico da nova poesia, requer não o estático, mas o mutável, sem a hegemonia de uma única concepção, e aponta ainda em outras direções luminosas. O tempo exige poéticas em mandala, arco-íris, cauda de pavão, e desencasula formas e cores como um tapete marroquino [...].
Os poetas atuais não comungam de um mesmo credo, mas têm como princípio básico a noção do poema como um elaborado artefato de linguagem — e não apenas isso. O meticuloso artesanato das palavras soma-se à investigação de novos repertórios simbólicos e culturais do Ocidente e do Oriente, da escritura e de outros códigos de expressão, de um passado remoto ou da atualidade — como resistência. (Daniel, 2000).


O poeta e ensaísta continua sua afirmação e, em seu artigo “Geração 90: uma pluralidade de poéticas possíveis”, divide essa poética em quatro grupos. São eles:
Neobarroco – A poética da “pérola irregular”
De elevado grau de elaboração de linguagem algumas similaridades formais, como o uso da metáfora, a riqueza imagética, as referências à pintura, à fotografia e ao cinema, o vocabulário erudito e a sintaxe fraturada, que não elimina o discurso, mas o redimensiona de maneira inventiva. São poemas que se afastam da espacialização gráfica e da fragmentação léxica do concretismo e também da linguagem coloquial e prosaica da “geração mimeógrafo”, aproximando-se de uma construção mais hermética ou barroquizante que exige do leitor uma cumplicidade de repertório e uma não menos árdua estratégia de leitura. O verso não é abolido, mas reconstruído para além da camisa-de-força da métrica e das facilidades oferecidas pelo verso livre, abrindo um campo de experimentação para a poesia enquanto elaboração verbal.

Minimalismo – A poética da arquitetura concentrada
A construção poética concisa, fragmentária, que condensa os recursos da linguagem e se choca com violência contra a sintaxe discursiva e a própria noção de verso define a tendência minimalista. O principal recurso estilístico utilizado por essa tendência é a metonímia, aliada à elipse, embora apareçam também metáforas de sabor surrealizante, que derivam dos tender buttons de Gertrude Stein. A esse respeito, Manuel da Costa Pinto fala em “justaposição de frases nominais, refratárias às correlações lógicas”, e ainda de uma “língua desconexa”.

A poética do formalismo informal
Incorpora elementos implícitos do cinema em suas próprias estruturas — cortes, fusões, sequências, closes, flashbacks, silêncios, ruídos (idem). A influência do cinema, da música popular, da filosofia oriental, da mitologia beat e das histórias em quadrinhos é visível. São poetas que mesclam referências cultas às linguagens da comunicação de massa, explorando também o imaginário e as formas estéticas de culturas não ocidentais, como os mitos indígenas e a poesia chinesa e japonesa. O resultado desse sincretismo é uma poesia de dicção coloquial, melódica e fluente, com o uso eventual de rimas, aliterações e do verso longo, próximo à prosa, mas sem desprezar o uso espacial das linhas na página. A imagem é um elemento importante para a articulação do seu pensamento, com o uso de closes e cortes metonímicos para a descrição de cenários da natureza.

Etnopoesia – A poética da miscigenação transistórica

A recriação de formas poéticas de culturas antigas e não ocidentais, como o oriki africano, o sijô coreano ou os cantos xamânicos de tribos esquimós corresponde a uma tendência conhecida como etnopoesia.  (Daniel, 2008).


Portanto, esta análise tem como propósito apresentar algumas das possibilidades poéticas contemporâneas, porém sabendo de sua pluralidade criativa, e que essas possibilidades são e estão vivas, crescendo, metamorfoseando e frutificando-se, impossível de alocar-se em prateleiras estáticas reducionistas.





Referências



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Vídeo poema: Encarte

Posted: sábado, 5 de fevereiro de 2011 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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