A unanimidade comercial

Posted: quarta-feira, 23 de setembro de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Existem algumas normas, que não estão escritas em lugar algum. Fui a uma pizzaria nesse fim de semana e a televisão estava ligada na rede globo, (escrevo assim mesmo no minúsculo!) ninguém a assistia, estava para as paredes, porém na rede globo. Por quê? Porque existe a regra que “todos” assistem a essa emissora, mesmo quem a detesta, como eu.
Você já ouviu alguém falando que se não for coca-cola não é refrigerante? Garanto que sim. Baseado nesta “norma” a coca-cola fez uma série de anúncios contra os refrigerantes mais baratos de pequenas empresas, por ela, chamado de refrigereco.
Esses dois exemplos são apenas ilustrativos, não vou ficar fazendo propaganda para essas nem outras empresas, pois o espaço desta crônica não é para isso, o leitor mais atento perceberá que de propaganda aqui não tem nada, mas há um ditado que diz: Fale mal, mas fale de mim. Para isso é utilizado o axioma: Se todos falam de um determinado produto, logo ele se torna conhecido e se tornando conhecido, é bom. Com isso cria-se o padrão, e tudo que não foge: Não é bom, claro!
De onde tiramos isso? Dos Slogans criados nas agências de propagandas, que pregam conceitos exclusivistas e, por vezes preconceituosos. E infestam toda mídia. O apelo à unanimidade, que referenda a qualidade (segundo esses slogans), não se restringe a apenas produtos, mas a tudo que é comerciável, como programas de televisão, (Você não assiste a novela? Não acredito!) cantores e bandas, (Você não gosta do Calipso?) inclusive as pessoas, (aqueles populares dos filmes americanos e nossos Big Brothers).
É sempre bom lembrar de que a pluralidade é muito bem vinda em todos os lugares e situações, até na área comercial e, também, da famosa frase de Nelson Rodrigues: Toda unanimidade é burra!

O preconceito poético

Posted: quarta-feira, 16 de setembro de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Sou poeta e grande leitor de poesia, gosto, também, de ler crítica sobre isso, mas tenho percebido, já há algum tempo, que alguns críticos estão confundindo gosto pessoal com qualidade poética, o que denuncia que a poesia ainda vive em grupos de amigos que ficam se bolinando mutuamente e pior ainda, na minha opinião, é que estão pregando a forma única, ou seja, querem que os poemas atuais sejam cópias de uns poucos já conceituados.
O linguista e professor Marcos Bagno, que é conhecido pelos seus livros que denunciam o preconceito social por meio da linguagem, não faz ideia de que esse preconceito está agora na poesia. Em algumas leituras percebo que aqueles que fazem poemas com uma linguagem mais simples e menos apurada são tachados de negligentes em relação à arte poética, o que achariam, esses críticos, dos poemas de Oswald de Andrade ou Mário Quintana se publicassem hoje?
Muitos críticos pregam o hermetismo poético, poema bom é poema ininteligível para a maioria. Eu não posso concordar, por minha militância na democratização da poesia. Democratização não é a facilitação. Não. É o convite através de uma linguagem mais simples, longe da simplória, àqueles que não têm o costume da leitura de poemas, ou usando um termo de um amigo meu: Pregar aos não convertidos. O meu sonho é que a poesia ganhe as ruas, de modo mais literal possível.
Não faço apologia à poema de má qualidade, descuidada, mas prego a diversidade de linguagem, já imaginaram as pessoas nos escritórios, nos salões de cabeleireiros, ou em qualquer outra parte conversando sobre poesia em vez de conversar sobre a novela das oito? Sonho? Se depender dos críticos sim, porque o preconceito social jamais permitirá que a poesia fosse algo popular e não de uma elite.

A Pirâmide da Opressão

Posted: sexta-feira, 11 de setembro de 2009 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: ,
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Esclareço de antemão aos rebeldes: não amo o capitalismo nem os USA. O neoliberalismo é uma porcaria, assim como o McDonald's. O comunismo é melhor que o capitalismo. Aliás, Qualquer coisa é melhor que o capitalismo. Pronto. Visto que não sou reacionário, sigamos.
Estive observando em oportunidades fornecidas por meu cotidiano o quanto os aspirantes à marxista são insuportáveis. Digo "aspirantes" porque parece que quanto menos se lê Marx mais se entende Marx, e quanto menos um marxista lê Marx mais chato ele é. Sem falar na maneira ridícula como procuram camuflar incompetências com o vitimismo barato que lhes é próprio. Parecem velhas ociosas e infelizes que se reunem em grupo para falar mal do compotamento dos vizinhos enquanto não descolam as bundas de suas confortáveis cadeiras de balanço.
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As massas torcem por times de futebol. O que não é massa torce por partidos políticos.
E quem não torce por nenhum dos dois sofre pra caramba. É oprimido pelos oprimidos. Inclusive, não seria má ideia criar um partido que defenda os direitos dessa nova classe de oprimidos. Os mais oprimidos dentre os oprimidos, diga-se de passagem, pois estão realmente no fundo do poço, no mais baixo nível da base da pirâmide da opressão.

Colocaram o bigode de molho

Posted: quarta-feira, 9 de setembro de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Há muito tempo venho observando que os homens de hoje não usam bigode, há homens com barba, cavanhaque, mas o bigode sozinho é raro. O bigode está em falta!
Segundo alguns etimólogos, os povos visigodos que viviam na Península Ibérica usavam uma marca registrada: seus bigodes, assim surgiu a palavra bigoth (bigode) derivação de visigoth (visigodos) e com o tempo passou a se referir a penugem abaixo de lábio, mas, se tratando de etimologia, há controvérsias.
Lembro que na minha infância meu pai conhecia inúmeros Bigodes. Assim, apelido, quase nome próprio. Olá, Bigode, com está? Ó não esquece de mandar um abraço pro Bigode! Chegou o Zé Bigode!
Alguns entraram para a história e viraram modelos de outros tantos, como do cantor Freddie Mercury, sempre bem aparado, outros não tão volumosos, como o do Hitler e do Chaplin que eram pequenos, menores que a boca, porém forma marcantes. O bigode chinês, fino e comprido é muito famoso em filmes, o que Marcel Duchamp fez no retrato da Monalisa também é. Aliás, mulher de bigode é raro, mas existe, como também o dito popular que diz que mulher de bigode nem o diabo pode!
O bigode português também foi bem popular, era espesso e levemente ondulado para cima, geralmente era acompanhado por uma caneta atrás da orelha e uma camiseta branca. Já ia me esquecendo do mais famoso bigode do senado. E o que dizer do escovão de Nietzsche, esse sim era um senhor bigode, inigualável, impunha respeito aonde chegava
Apesar de estar fora de moda, o bigode é algo curioso, pelo menos para mim, era um símbolo de virilidade. Será que são esses novos tempos que fizeram os bigodes desaparecer? Talvez porque agora não é mais necessário algo que represente a masculinidade do homem moderno.

Noite de autógrafos de Fabiano Fernandes Garcez na Livraria Café e Cultura

Posted: domingo, 6 de setembro de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in
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Fabiano e Patrícia André e Roberta Villa

Noite de autógrafos de Fabiano Fernandes Garcez na Livraria Café e Cultura

Posted: by Fabiano Fernandes Garcez in
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Emmanuel Lisboa, Fabiano Fernandes Garcez e André Prosperi

O significado de uma palavra pode não ser o seu significado

Posted: quarta-feira, 2 de setembro de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Recentemente alguém me contou a história que tinha ido ao Museu do Imigrante e, não sei o porquê, precisava consultar algo na Internet, ali mesmo, quando viu uma placa que dizia: Sala de Navegação. Não teve dúvidas, entrou, mas qual não foi a sua surpresa? A sala simulava a navegação dos navios em que os imigrantes vinham para o Brasil, longe de ser o local para navegar nos mares da rede virtual.
O significado de uma palavra pode mudar em uma determinada região ou no decorrer do tempo, um exemplo é a palavra Interessante, antes era usada exclusivamente para dizer que algo interessava por ser curioso, importante, atraente, porém, hoje, quando escutamos que algo é interessante pode ser justamente o oposto, que é razoável, apenas mediano, sem graça ou pior ainda, maçante, entediante.
O grande escritor João Guimarães Rosa, que tem um dos melhores nomes de nossa literatura, escreveu em um dos seus contos, o problema de um médico para explicar a um cangaceiro o sentido da palavra: Famigerado, dita a ele por um homem do governo. O narrador vê que o destino do pobre servidor está em suas mãos e cabe a ele escolher bem as palavras para dizer ao jagunço a real acepção da palavra, de modo que não coloque em risco a sua vida e a do maledicente.
Quase todas as palavras têm inúmeros significados, às vezes deixamos alguns de lado ou apenas nos lembramos dos mais utilizados no nosso cotidiano. Foi o caso da navegadora do museu, que esqueceu que navegar se referia ao embarcar rumo a algum lugar em um navio, contudo ao confundir o valor semântico das palavras, em linguagem de dia de semana, viajou na maionese, que é um termo muito interessante.

A certeza da inexistência da inspiração

Posted: quarta-feira, 26 de agosto de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Alguns dizem que o que move o artista é a inspiração, porém diferente de muitos, sei que ela não existe. Se existisse seria fácil demais criar algo, bastava esperar sua graça para que um artefato, uma pintura, uma escultura, ou até mesmo uma crônica surjisse. Caso contrário não seria culpa sua, a inspiração é que lhe faltou, mas não é bem assim. Segundo uma frase do iluminado inventor Thomas Edison: “A genialidade é 1% inspiração e 99% de transpiração".
Comecei a escrever meu texto sobre a descriminalização da maconha na Argentina, fiz umas 180 palavras, estava horrível, parecia redação de aluno primário, então a apaguei. Depois iniciei outra sobre algo que adoro e recorro sempre quando não tenho o que escrever: As curiosidades de nossa língua. Mas não saí do primeiro parágrafo, essa não apaguei, também não corrigi os erros, sem o termor do produto inacabado, aqui está:

Já reparou, caro leitor, que nossa língua não é lógica? Existem algumas coisas interessantes que não me tiram o sono, porém me colocam em profunda reflexão. Ao analisarmos algumas expressões cotidianas, exemplo: Sabor de pizza. Como alguma coisa pode ter sabor de pizza se a pizza é um alimento de diversos sabores? Alguns poderiam dizer que é o sabor da pizza original, ou seja, molho de tomates, queijo e orégano. No entanto se ligarmos para uma pizzaria e pedirmos uma pizza, a original, logo escutaremos um: de quê?

Assunto não me falta, poderia escrever sobre a Gripe Suína, a guerra das TVs, o Senado, ou muitas outras coisas, acontece que quero escrever algo não genial, mas diferente das informações das quais somos massacrados diariamente pelos meios de comunicação de massa, contudo pela inexistência da inspiração acabei transpirando para escrever sobre minha incapacidade de criar uma crônica.

O clima louco de São Paulo

Posted: quarta-feira, 19 de agosto de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Meu pai sempre disse que em São Paulo em um mesmo dia temos as quatro estações. Não é para tanto, mas em alguns dias devemos estar preparados para tudo, por exemplo: você deve sair de casa com uma blusa ou uma jaqueta, porém com uma camiseta leve por baixo, porque ao meio-dia vai estar um calor insuportável, lá para o final da tarde chove, por isso um guarda-chuva é importantíssimo e no início da noite esfria novamente.
Quando trabalhei em uma empresa eu ia quase todos os dias a um departamento público na Marginal Tietê, no meio da manhã, entrava no carro e deixava o terno no banco de trás, dez minutos depois, ao encontrar o trânsito e o sol, a gravata ia para o banco ao lado, arregaçava as calças até os joelhos, um pouco mais de sol e trânsito lá se iam os sapatos, depois as meias, a camisa que já estava aberta e suada nas costas ia para o banco traseiro, chegando ao local era só se vestir novamente e correr para uma sala com ar condicionado.
Às vezes o que mais me chama a atenção é a maneira bem peculiar de se vestir de alguns. Além de ver botas e chinelos caminhando juntas, pessoas de sobretudo lado a lado com outras de bermuda e camiseta, tudo no mesmo ambiente. Sem contar as combinações mais surpreendentes: camiseta sem mangas com cachecol ou touca de lã, bermuda e jaqueta e o novo acessório: óculos escuros, mesmo na chuva ou à noite.
O paulistano é tão caótico em sua vestimenta quanto o clima de sua cidade, já deve estar acostumado passar frio e calor em um só dia, por isso mesmo não deve se importar de estar ou não com a roupa adequada.

Senhor reality show

Posted: quarta-feira, 12 de agosto de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Em quase todos os canais da TV aberta existem os Reality Shows, alguns criticam, outros (como eu) ignoram, mas na realidade eles existem e são assistidos por muitos que não têm o que fazer. São de vários estilos como de sobreviver dentro de florestas, enfurnados dentro de uma casa ou concorrendo a uma vaga de emprego.
Essa praga televisiva começou nos EUA (onde mais?) em 1973 e se espalhou pelo mundo afora, aqui no Brasil o primeiro estreou em 2000 e só neste mês temos cinco desses programas nas telinhas tupiniquins. O grande problema desses shows não é o programa em si, mas no que se tornam os participantes que são pessoas anônimas até então. Uns viram atores, outros apresentadores, tentam virar cantores, mas todos são tratados como celebridade, porém isso é assunto para outra crônica.
A maioria deles tem em comum é o fato de serem escolhidos dois participantes e a audiência vota em um para eliminá-lo, este sai do programa. Nessas votações são excluídos, geralmente, aqueles que são encrenqueiros, fofoqueiros, brigões ou preguiçosos, desde que não abaixe os índices de audiência do programa. Aliás, alguns dizem que nada no programa é verdadeiro, até as brigas são roteirizadas pela produção.
Proponho adotar esse estilo de reality show sem as manipulações (é claro) lá no senado o que acham? Dos 81 senadores escolheríamos dois por semana, segundo os critérios o parágrafo anterior, e a população votaria em um que seria eliminado, já que eles não são competentes suficientemente para isso, nós faríamos, falando por mim, com muito prazer.
Só nessa última semana teríamos três para escolher apenas dois, seriam o atual presidente do senado José Sarney e os brigões Renan Calheiros e Tasso Jereissati. Assim uniríamos o útil ao divertido. Devo encaminhar a proposta à alguma emissora?

Mito e Realidade

Posted: terça-feira, 11 de agosto de 2009 by O Blog dos Poetas Vivos in
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Nos dias 15 e 22 de agosto o projeto Diálogos, leituras contemporâneas debruça-se sobre o mito e sua função, uso e pertença na sociedade contemporânea. Para tanto se encontram Emmanuel Guimarães Lisboa e André Prosperi, ambos levantarão questões sobre o mito, porém Lisboa partirá das reflexões de Mircea Eliade e Karen Armstrong para debater textos que confirmem o mito como um estatuto de nosso tempo. Prosperi, por sua vez, aludirá à filosofia de Francis Bacon para compreender as impossibilidade do mito no mundo em que vivemos.

Os encontros serão às 14h no anfiteatro Pedro Dias Gonçalves na Biblioteca Monteiro Lobato – centro de Guarulhos. Maiores informações no telefone: 2087-6900.

A força vital é a vontade de viver

Posted: quarta-feira, 5 de agosto de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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Há alguns anos assisti uma entrevista de Oscar Niemeyer para o Roberto D´Avila e quando ele disse que precisava encerrá-la, porque teria aula de filosofia, fiquei surpreso. Na ocasião Oscar estava, – se me lembro bem –, com 97 anos. O cara era o maior arquiteto brasileiro, um dos maiores e mais influentes do mundo e ainda precisava estudar?
Aquilo me desconcertou, estava eu com vinte poucos anos e sempre gostei dos estudos, mas também curtia os prazeres do ócio. Após a entrevista fiquei pensando o que impelia Niemeyer a continuar estudando aos 97 anos? Suas obras eram conhecidas e reconhecidas no mundo todo, já tinha alcançado o ápice em sua carreira, já tinha feito fortuna. Convenhamos uma pessoa aos 97 anos depois de atingir todas as expectativas de sua vida mereceria apenas descansar.
Com o passar dos anos descobri o motivo de Niemeyer estar com, hoje, 102 anos e ainda na ativa, é a vontade de viver, e ele mostra essa vontade, vivendo, ou seja, continua fazendo as coisas que lhe dão prazer.
Outro que me deixou perplexo e, confesso, emocionado foi o nosso vice-presidente José Alencar, de 77 anos e que luta contra um câncer há 12. Alencar já passou por 14 cirurgias, só este mês por 2, mas mesmo assim se mostra perseverante e confiante na vitória contra a doença.
Talvez o que motiva Oscar Niemeyer motiva José Alencar, é a força vital.Viver entrando e saindo de hospitais, fazendo tratamentos há 12 anos é necessário muita vontade. A vontade de viver de cada um de nós é do tamanho de nossos sonhos e de nossa disposição para trabalhar, só vivemos se temos um motivo, um porquê e diferente do que pregam as novelas não é o amor é o trabalho.

Brasileiros e brasileiras

Posted: quarta-feira, 29 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: ,
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O José Sarney, presidente do Senado, ex- da República e membro da Academia Brasileira de Letras (?), está sendo acusado de inúmeros crimes. Segundo o jornal da MTV é culpado até pela morte de Michael Jackson para que todos parem de falar dele.
Brincadeiras (ou não) à parte, o último crime de Sarney é ter arrumado uma vaguinha no Senado para o namorado da neta, cujo pai também está envolvido em escândalos. A imprensa chegou até a divulgar os telefonemas da negociata.
Isso deu mais pano para a manga do senador, mas encontro um problema, não do Sarney, mas da população, quem nunca arrumou emprego para um parente? Quem nunca foi empregado por um parente? Isso na língua do povo é chamado de QI (Quem Indica). Não se engane leitor não faço defesa do bigodudo não, acho que ele e toda sua corja de parentes que mandam e desmandam em dois estados da federação devem ser punidos e banidos de uma vez por todas da política brasileira.
O que me irrita é que há coisas que todos sabem que existem, mas quando caem na mídia é uma grande novidade, algo parecido aconteceu quando o Ronaldo (na época jogava ainda no Cruzeiro) afirmou ter comprado sua carteira de motorista e todos ficaram surpresos com isso.
Novamente digo que não o defendo, mas se é errado empregar um futuro genro no senado, isso é chamado de Nepotismo, também deve ser errado para as outras pessoas, mas para eles é o famoso jeitinho brasileiro.
Acho eu que para que o nosso país seja realmente justo, deve-se começar de baixo para cima, ou seja, um povo honesto pode exigir vereadores, deputados, governadores, senadores e presidentes honestos e uma imprensa que não se escandalize com casos conhecidos por todos brasileiros e brasileiras.

A raiva

Posted: segunda-feira, 27 de julho de 2009 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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De todos os sentimentos que o homem criou, poucos vieram a ser tão convenientes quanto a raiva. Despejamos o diabo sob forma de palavras e atos, sobre quem quer que seja, e passado algum tempo basta arguirmos "Estava com muita raiva!" e o outro nos dirá "compreendo", com a compreensão de quem sofreu com a morte da lebre mas compreende a lógica da cadeia alimentar, absolvendo de imediato a raposa. No entanto, deixamos de perceber que a raposa não causou mal à lebre. Ela comeu a lebre, como resultado da fome e da citada lógica da cadeia alimentar. Motivo de espanto seria obsevar a raposa trazer uma lebre amarrada ao rabo e passar a arrastá-la por terrenos pedregosos até sentir-se saciada. O único mal gratuito é causado pelo homem. Mas não trato aqui da peçonha, e sim da cobra.
Uma vez descoberta a capacidade de agir de forma irracional, tratou o homem de encontrar, tão logo, uma justificativa racional ao ato puramente irracional. E encontrou tal justificativa na raiva, muito embora nem toda a raiva resulte em atos imbecis. Mas todo o ato imbecil é mais compreensível quando resultado de um surto raivoso. Pois não é permitido ao homem agir sem lógica ou afirmar coisas sem sentido, mas em dados momentos torna-se necessário, é quando raiva nos dá a oportunidade única de apreciar a liberdade absoluta de nossos atos questionáveis.

Literatura em Questão

Posted: sexta-feira, 24 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in
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A Biblioteca Municipal Monteiro Lobato promove no próximo sábado, dia 25, às 14 horas, mais uma palestra do projeto Literatura em Questão, nesta edição terá como tema a obra A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós. O professor de Literatura Fabiano Fernandes Garcez, discorrerá sobre a tese e as antíteses da obra, dando enfoque às diversas leituras e interpretações do texto. A entrada é gratuita.
A cidade e as Serras de Eça de Queirós, publicado em 1901, é mais uma das obras indicadas para os vestibulares da FUVEST, PUC e Unicamp. O livro compara a vida simples das Serras de Portugal com a luxuosa, mas frívola de Paris, a partir da história de Jacinto que defendia a tese: “O homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”.

Entrada franca.
Biblioteca Municipal Monteiro Lobato
Rua João Gonçalves, 439, Centro - Guarulhos