Literatura em Questão
Posted: sexta-feira, 24 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez inA Biblioteca Municipal Monteiro Lobato promove no próximo sábado, dia 25, às 14 horas, mais uma palestra do projeto Literatura em Questão, nesta edição terá como tema a obra A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós. O professor de Literatura Fabiano Fernandes Garcez, discorrerá sobre a tese e as antíteses da obra, dando enfoque às diversas leituras e interpretações do texto. A entrada é gratuita.
A cidade e as Serras de Eça de Queirós, publicado em 1901, é mais uma das obras indicadas para os vestibulares da FUVEST, PUC e Unicamp. O livro compara a vida simples das Serras de Portugal com a luxuosa, mas frívola de Paris, a partir da história de Jacinto que defendia a tese: “O homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”.
Entrada franca.
Biblioteca Municipal Monteiro Lobato
Rua João Gonçalves, 439, Centro - Guarulhos
As faces do nosso INHO
Posted: quarta-feira, 22 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezAlgumas coisas na língua portuguesa são realmente interessantes, e uma delas é o diminutivo. Usamos esse recurso para indicar que algo (um substantivo) é menor que o normal, porém com o sufixo a palavra fica maior para indicar o menor, por exemplo: para a palavra MENINO ao colocar o sufixo INHO que indicará um menino menor temos uma palavra maior MENINHO.
Existem outros sufixos, não são muito comuns é verdade, mas existem, veja só como ficam: Casa, Muro, Pedra, Rio, Cão, Corpo, Diabo, Flauta e Frango: Casebre, Mureta, Pedregulho, Riacho, Canito, Corpúsculo, Diabrete, Flautim e Frangote. Lembrando que alguns sufixos chegam a mudar a palavra original, você sabia que o diminutivo de Cão pode ser também Cachorro? Isso é uma questiúncula (para quem não sabe diminutivo de questão.
Às vezes, o diminutivo nos serve para indicar afeto também. Quem já não teve o prazer de ser convidado para conhecer o Irmãozinho de uma namorada, chegando lá o cara tem quase dois metros de altura e dois de largura? Ou como todos já alguma vez ouviram de bocas baianas o famoso Paiiiiinho ou a santa Mãeiiiinha. Também utilizamos o diminutivo para indicar ironia, como por exemplo, em um estádio de futebol que gritamos para o time adversário: Timinho, Timinho! Porém se você, leitor, um dia me disser: Leio suas croniquinhas, não saberei se o diminutivo foi empregado para indicar a ironia (você não gosta de minhas crônicas) ou o afeto (você gosta delas), aí então terei um probleminha.
Mas o que mais me fascina é quando usamos o diminutivo para indicar o aumentativo, é isso mesmo! Então me responda o que é mais quente: Um café quente ou um café quentinho? Ou melhor ainda, o que é mais gelado: Uma cerveja gelada ou uma cerveja geladinha?
Nós...
Posted: domingo, 19 de julho de 2009 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: reflexões e angústiasDiálogos de Julho, ética e ideologia no nosso tempo
Posted: quinta-feira, 16 de julho de 2009 by Emmanuel G. Lisboa inNo próximo sábado, dia 18 de julho, na Biblioteca Monteiro Lobato acontece o encontro do projeto Diálogos, a conversa deste mês passa pelos conceitos de ética e ideologia no mundo contemporâneo. Tomando por base trechos do filme Gata em Teto de Zinco Quente de Richard Brooks adaptado do texto de Tenesse Williams os professores Ricardo Klausiaitiz e Emmanuel Lisboa questionam a possibilidade de relações éticas num mundo em que a ideologia é multifacetada. Nas abordagens teremos contribuições oriundas da psicanálise, campo em que Klausiaitiz transita, e dos estudos culturais onde Lisboa concentra suas pesquisas. O encontro acontece às 14h no auditório Pedro Dias Gonçalves da biblioteca Monteiro Lobato.
Os descaminhos das lojas de luxo
Posted: quarta-feira, 15 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezHá um antigo ditado: Dinheiro não traz felicidade. Algumas pessoas completariam: Mas manda buscá-la. Depois da primeira prisão de Eliana Tranchesi em 2005, por importações fraudulentas ou o descaminho, hoje, na verdade ontem, foi a vez de Tania Bulhões.
Além do crime, as duas têm em comum serem donas de lojas de artigos de luxo em São Paulo, Eliana é dona da Daslu, loja que vende artigos que vão desde roupas de grifes internacionais até apartamentos (?). Já Tania é dona de duas lojas uma de móveis e decorações, outra de perfumes.
Nesse caso duas coisas me chamam a atenção, a primeira é que sempre que a mídia, principalmente a escrita, quando menciona os casos ela coloca o advérbio “supostamente” antes dos crimes cometidos, a segunda é o fato de Tranchesi, mesmo sendo condenada a 94 anos, ainda não está atrás das grades. Talvez pelo fato de ser rica e assim tem condições de contratar ótimos e caros advogados que sempre conseguem um habeas corpus aqui outro ali, alguns vem até de madrugada. Será que nosso poder judiciário faz serão em determinadas noites? Por que quando os pobres são presos não têm o mesmo tratamento da mídia, a eles não é dado o benefício da dúvida, nunca lemos “supostamente”, nem dos nossos zelosos juízes? Talvez a resposta já foi dada: São pobres e por isso não podem fazer contrabandos, não podem se beneficiar de empresas de fachada, pois para isso é que existem nossas rigorosas leis.
Os otimistas diriam “É foi presa isso prova que o Brasil está mudando”, os pessimistas e os realistas concordariam “Ela é rica não vai ficar”.
Dinheiro realmente não traz felicidade, mas pode comprar alguns artigos de luxo como: juízes ou respeito e admiração da coluna social ou policial.
Por que precisamos tanto de um rei?
Posted: quarta-feira, 8 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezHoje em dia são poucos países cuja forma de governo é a monarquia, ainda mais por que nas monarquias que existem a figura do rei é apenas alegórica, então por que precisamos encontrar um rei para tudo? Será nosso passado ancestral falando mais alto? Será que não nos acostumamos viver sem uma figura central que nos represente, não só governamentalmente, mas em tudo: naquilo que somos, naquilo que gostamos...
Já perceberam quantos reis sem reinos que já ouvimos falar? O da moda é o Rei do Pop, mas ainda há o Rei do futebol, o Rei do basquetebol, os Reis do ie-ie-ie, o Rei do Rock, o Rei do Soul, o Rei Lagarto, ainda na música – só que na brasileira –, temos o Rei Roberto Carlos, o Rei do baião, Gilberto Gil, em Domingo no parque, criou o Rei da brincadeira e o Rei da confusão, entre outros reis que fizeram sucesso em músicas temos o Rei do Gado e o Rei do café. Isso sem contar outros títulos monárquicos como príncipes e rainhas, por exemplo, o Príncipe Ronnie Von e a Rainha dos baixinhos.
É comum algumas lojas se auto-entitularem reis naquilo que fazem, rei do algodão, rei das carnes, rei do preço baixo, rei disso, rei daquilo outro... O leitor pode de cabeça e sem pensar muito aumentar a lista de reis. Como em algumas expressões: o Rei da cocada-preta e o Rei dos reis.
O porquê dessa nossa necessidade de um rei, não sei, mas é um assunto interessante para um longo estudo, talvez isso se deva, realmente, a nossa busca por uma representatividade, coisa que a mídia adora, porque ela ganha muito dinheiro com isso. Enfim, rei morto, rei posto. Vida longa ao novo rei – seja ele quem for!
José Fica Quieto
Posted: terça-feira, 7 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez inO poder da música
Posted: quarta-feira, 1 de julho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezCom a recente morte do Astro Pop Michael Jackson, jornais e sites noticiam que as vendas de seus albúns aumentaram e muito. Seria isso apenas oportunismo? Acho que não, pois o poder da música em nossas vidas é muito grande, tão grande que agora a ciência tentar entender e explicar esse fenômeno.
Segundo os cientistas, o cérebro usa a música como um marcador da memória emocional, ou seja quando ouvimos uma determinada canção lembramos-nos de pessoas com quem convivemos ou de situações de que passamos. Um bom exemplo disso, foi quando assistindo ao jogo do Brasil vi a notícia da morte de Michael Jackson e na hora pensei em alguns parentes, que não vejo há muito tempo, em Minas Gerais, é que, quando eu era pequeno, cerca de oito ou nove anos, ia passar as férias em Pouso Alegre e lá minha prima que é um pouco mais velha que eu tinha um compacto de Michael e toda vez ouvíamos juntos. Meu cérebro associou Michael Jackson a Pouso Alegre, interessante né? Mas tudo isso é inconsciente.
A música também é usada para criar laços sociais, nossos ancestrais usavam cantavam em rituais de celebração, tristeza e guerra, até hoje é assim, usamos o poder do ritmo musical para formatar a sincronização, em estádios de futebol, bailes funk, carnaval, trio elétrico ou outros locais de aglomeração de gente. Ao cantar é criado uma unidade entre elas, é como se todas fossem uma coisa só, estivessem sob do mesmo sentimento.
Muitos compositores renomados usaram sua música para impelir ou engajar pessoas a uma causa, caso do próprio Michael ao encabeçar o projeto USA for Africa com a música We are the world.
Por enquanto o mais importante a saber que a memória musical é a nossa fonte da juventude.
A Alcácer-Quibir de Muricy
Posted: quarta-feira, 24 de junho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezPor que precisamos sempre nomear uma única pessoa pelo sucesso ou insucesso de alguma coisa? No futebol temos heróis e vilões todos os finais de semana. A bola da vez é o técnico Muricy Ramalho, recém demitido do São Paulo Futebol Clube e culpado por ser desclassificado do Campeonato Paulista e da Libertadores.
Tenho comigo que isso se dá, talvez, pela herança de nossa colonização portuguesa, o português é um povo saudoso e messiânico. O messianismo português está centrada na figura de Dom Sebastião, rei que liderava o exército luso e desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578, foi, e é esperado ainda hoje por alguns, para conduzir o povo português rumo ao Quinto Império. Jesus Cristo é o Messias do povo cristão, existem até algumas placas dizendo: Jesus está chegando ...
O mais interessante que essa “filosofia” acaba por influenciar todos os setores de nossa vida, esperamos sempre alguém para resolver os problemas, um salvador, que pode ser um prefeito, um governador ou um presidente, na época de eleição isso fica nítido, quando percebemos como o povo defende seus candidatos, ou nas manifestações calorosas e regadas à lágrimas como foram de Lula e de Obama, recentemente, mas pode ser um empresário que vai resolver os problemas financeiros de uma empresa, pode ser um homem para resolver os problemas de uma mulher ou vice-versa e assim por diante.
Acho que isso é o maior problema brasileiro, por que quando ficamos à espera de um salvador para limpar a nossa bagunça, esquecemo-nos que os problemas pode ser resolvido por nós mesmos.
No futebol esse messianismo, me parece, mais forte, até da imprensa especializada, espera-se sempre um Dom Sebastião travestido, principalmente, de outras faces: Romário, Ronaldo, Kaká, Robinho, Parreira, Felipão, Muricy Ramalho, e por que não Ricardo Gomes?
Leitor, quem fala a verdade?
Posted: sexta-feira, 19 de junho de 2009 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: Roberta Villao Poeta.
não se enverga
não se vende
não se deleta
Nele há toda sina de ser sempre semente
com o som subvertido em fôlego
com a luz trasgredindo o prisma
- dele é toda lira.
Vagabundo filho do esmero
o verso é tua família
O poeta é o ser vivente sem função final ou pretexto
Palavra é matéria prima sem mais valia, com mais segredo
O poeta é o sujeito templo
- seus sinos soam transcendência
O poeta, sujeito do tempo
- ao centro seu relógio
é vanguarda e anacrônico
A palavra é tempo-signo
- de fabulosa arquitetura
O poeta é filtro no tempo
- absorve, vela o contexto
A palavra sujeita ao tempo
- inverte significados
converte paradigmas
A palavra infinita-se neste infinito, corre e transpassa o medo
O poeta finda neste finito: morre, mas nos deixa o texto.
A violência da não violência
Posted: quarta-feira, 17 de junho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezDurante o feriado, assisti ao filme Mollière cujo um dos temas era o conflito de um conde que tinha título, mas não tinha dinheiro, tentava arrumar um casamento para seu filho com a filha de um comerciante que tinha dinheiro, porém não possuía título algum.
No domingo, fomos, eu e minha família, levar minha sobrinha para sua casa que fica em um condomínio fechado, ao sair um dos moradores veio em direção ao meu carro, colocou o braço para dentro e bateu em minhas costas dizendo que ultrapassei a velocidade de dez quilômetros por hora. Achei que era brincadeira, lógico, só isso justificaria tamanha ousadia, fiquei olhando pelo retrovisor à espera de reconhecer o cidadão e, também, à espera de ele vir me cumprimentar, com um sorriso no rosto e dizer algum nome ou lugar familiar. Ainda acreditando se tratar de uma brincadeira, perguntei sobre a existência da placa de dez quilômetros, só ao ver o andar agitado do cidadão percebi que o negócio era sério.
Então me senti agredido, quem deu lhe direito de entrar no meu carro, minha propriedade, e tocar em mim? Estacionei, nisso meu cunhado e outros moradores apareceram por lá e o guarda/morador/agressor simplesmente disse não ter feito nada.
As coisas ainda não se resolveram, mas me sinto feliz por não ter revidado a agressão, coisa rara hoje em dia. Não revidei por perceber tarde demais que o lance era sério, mas isso foi muito bom, porque não gostaria que minhas filhas, que ouvem de mim que a violência sempre é desnecessária, presenciasse minha incoerência.
Não é o fato de morar em um condomínio de luxo te faz ter educação, classe e fineza, o fato de agir com a não violência, às vezes, é a maior violência que se comete.
Meu Direito à Idiotice
Posted: quinta-feira, 11 de junho de 2009 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores: André prosperi, crônicasVenho publicamente defender meu inalienável direito de ser idiota. O faço baseado em preceitos elaborados por vocês, intelectuais e eruditos, defensores da liberdade de escolha e o caralho à quatro. Vejam, eu, que sou idiota, pressuponho que, se sou livre para escolher, sou livre para não escolher. Ora, de outra forma seria refem de minha própria liberdade, pois seria OBRIGADO a escolher a liberdade de escolha. Mas vocês não defenderiam uma ideia de liberdade tão idiota, pois, se assim fosse, eu, que sou idiota, seria mais mais livre que vocês.
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Digam vocês o que devo fazer, mas não me digam "faça o que tu queres" pois isso não é ordem nem conselho. Já sei, querem que eu, idiota, leia suas poesias, seus livros, seus artigos, quando sequer vocês, intelectuais, o fazem? Mas a poesia, os livros, os artigos que escrevem não são para idiotas. Então querem que eu deixe de ser idiota? Mas sou livre, e a idiotice é um direito meu. Além do mais, não me incomoda. Incomoda a vocês? Aprendam a lidar com o incômodo. Então tudo bem, posso ser idiota. Conto finalmente com o consentimento de vocês. Sendo assim, guardem para os não-idiotas as coisas não-idiotas e respeitem meu direito!
André Prosperi
O inútil útil
Posted: quarta-feira, 10 de junho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezHá algumas coisas interessantes nesse nosso mundão, uma delas é o que caracterizamos útil ou inútil, prefiro a definição da segunda: (1 Que não é útil, que não tem préstimo (despesa inútil); DESNECESSÁRIO. 2 Infrutífero, estéril, vão (esforço inútil). 3 Que nada faz ou produz (diz-se de pessoa); IMPRESTÁVEL.) do Aulete digital.
Quando criança nunca fui um aluno brilhante, sempre fui, assim, seis ou sete, a matemática, química ou física, que me diziam ser útil, para mim, era inútil, mas sempre fui de ler bastante, principalmente, livros infanto-juvenis (aquela série Vaga-lume, até a minha época li todos, menos os que eram do Xisto que eu odiava) e romances policiais: Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle (o autor de Sherlock Holmes), quadrinhos do Batman, Super-Homem, Homem Aranha e revistas sobre Ufos, tudo isso seria considerado inútil sob um manto de cultura clássica, se posso assim dizer.
Depois que cresci adquiri novos hábitos, como ler alta literatura e escutar boa música, à medida que minha biblioteca e minha discoteca, na época eram os Lp´s, iam crescendo, minha mãe falava que eu só gastava dinheiro com bobeiras, ou seja, coisas inúteis. Percebo que minhas raízes culturais foram fincadas ali, quando preciso de uma referência geralmente é de algo que tive contato nessa fase, lógico que isso não é regra, mas tenho certeza que se não tivesse lido o que li, escutado o que escutei não teria as ideias, as opiniões que tenho e, principalmente, não seria o que sou hoje.
Talvez ainda não saiba diferenciar o útil do inútil, mas sei o me que foi e é útil, foi e é considerado inútil para muitas pessoas e que hoje não troco o meu inútil e o meu útil por nada, ainda mais sabendo que o meu inútil é útil.
Ronaldo e peitinho...
Posted: quarta-feira, 3 de junho de 2009 by Fabiano Fernandes Garcez in Marcadores: crônicas, Fabiano GarcezO riso traz inúmeros benefícios para nossa vida, além da sensação contagiante de bem estar, melhora o fluxo sanguíneo, reduz o estresse, estimula os músculos da face, costas e do abdômem e aumenta a criatividade e a imaginação. O grande problema é quando se tem o riso a partir de chacota, grosseria e desrespeito para com outras pessoas, e, principalmente, quando isso parte de “humoristas” – como se fosse fácil ser humorista -, de programas de televisão.
Esses programas, infelizmente, são assistidos por muitas pessoas. Aqueles realmente bons não são. Já repararam? Por quê? Mas não posso dizer por aí que sou contra esses programas, pois irão me tachar, primeiramente, como chato, rabugento, ranzinza, mal humorado e, depois, de antidemocrata. Dirão, eles, para mim “Onde anda a liberdade de expressão?” Então, pergunto: “Qual o tipo de contribuição desses programas para a sociedade brasileira?” Nenhuma, pelo contrário, não trazem informação nem conhecimento, apenas a alienação.
Todos se mostram preocupados com os problemas que assolam nosso país, nosso tempo e nosso mundo, porém uma grande parte de nossos jovens que vão herdar todos esses problemas, sequer sabem da existência deles, mas repetem os bordões de personagens e apresentadores desses educativos espetáculos televisivos, repetem como os papagaios fazem, muitas vezes por dia e sem o mínimo de reflexão a respeito do que sai de suas bocas, até mesmo porque não há muito para se pensar.
A justificativa para isso está nos benefícios do riso, concordo com que todos nós devemos rir e muito, mas não de tudo, pois a linha que separa a felicidade da bobeira, a alegria da idiotice não é muito extensa, enquanto uns riem, nós que realmente nos preocupamos com o futuro de nosso país e de nossos jovens só nos resta chorar?
Ronaaaallldo... Peitinho... Ah há há!